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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sr do Bonfim:PRF Apreende Medicamentos na BR 407

Foto divulgação PRF

Em Senhor do Bonfim, km 117 da BR 407 área do posto PRF , às 21h45do dia08/12/2010,foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal,em um ônibus da empresa de transportes São Luiz, Linha Juazeiro a Salvador,27.947 unidades de diversos medicamentos, sem documento fiscal. Os mesmos estavam sob a responsabilidade do passageiro Antonio Marques de Araújo, 63 anos, que informou aos prepostos da PRF,ter pegado os medicamentos em Floriano-PI e que os levaria para a cidade de Itiúba-Ba, onde seriam comercializados. Ocorrência encaminhada à Vigilância Sanitária de Senhor do Bonfim.

LISTA DE MEDICAMENTOS APREENDIDOS

QUANTIDADE EM UNIDADES / DESCRIÇÃO


1200 cápsula Amoxilina 500 mg 400 cápsula Ampicilina 500 mg 500 cápsula Cefalexina monohidratada 500mg 14 cápsula Omeprazol 20mg 400 cápsula Paracetamaol -“Multigrip” 60 comprimido “Diurix” -Hidroclorotiazida 25 mg 240 comprimido “Dorflex” -Orfenadrina 35mg 210 comprimido “Dramin” -Dimenidrinato 50 mg/ Cloridrato piridoxina 10mg 16000 comprimido Ácido acetilsalicílico 54 comprimido Ampicilina 1000 mg 56 comprimido Atenolol 50 mg 100 comprimido Betametasona 0,5 mg 600 comprimido Cloridrato de Loperamida 2 mg 100 comprimido Diclofenaco potássico 40 comprimido Diclofenato sódico 800 comprimido Dipirona sódica -“Doralflex” 720 comprimido Dipirona sódica 500 mg 120 comprimido Efervecente – Paracetamol 500mg 100 comprimido Fenilbutazona cálcica 200mg 2793 comprimido Levonorgestrel 0,15mg 250 comprimido Sulfadiazina 21 frasco “Buscopan” -Butilbrometo de escopolamina/Dipirona sódica 6 frasco Ampicilina 50mg/ml 4 frasco Cromoglicato dissódico 40mg/ml 1440 frasco Dipirona sódica 6 frasco Nimesulida 50mg/ml 12 frasco Operculina alata 200mg/ml – laxante 72 frasco Operculina alata 200mg/ml – laxante 156 frasco Paracetamol 1 frasco Rifamicina 10mg/ml 24 frasco Trimetoprima/Sulfatometoxazol 80/400/10ml 8 frasco Diclofenaco resinato 1440 pílulas Laxante fitoterápico total 2514 capsulas 22243 comprimidos 1750 frascos 1440 pilulas

Fonte: Ispetor Lopes Junior Delegacia 10/4

Sr do Bonfim:Policia Civil deflaga "Operação Christmas" e prende Traficantes

Augusto Cesar Monteiro Souto
Edmilson José Rosa do Nascimento
Crack e documentos Apreendidos
Presos e Droga, sendo conduzidos ao Complexo Policial

Batizada de Operação Christmas por se aproximar dos festejos natalinos o coordenador da 19ª. Coordenadoria de Policia em Senhor do Bonfim Bel. Felipe Neri e sua equipe em cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juiz da vara crime da cidade, Dr. Tardeli Boa Ventura, conseguiram prender no Bairro São Jorge o traficante EDMILSON JOSÉ ROSA DO NASCIMENTO, vulgo “Procópio” natural de Floresta-PE com 541 Gramas de CRACK, 4KG de maconha, uma balança e sacos para embalagem da droga, outro traficante de nome AUGUSTO CESAR MONTEIRO SOUTO, foi preso com uma pedra de CRACK pesando 582 gamas que foi encontrada em sua residência no bairro Alto da Maravilha, além 25 pedrinhas de crack pronta para venda, material para embalagem e R$ 252,00 em espécie, dando continuidade ao excelente combate ao tráfico de drogas na cidade foi retirado de circulação mais dois traficantes, ganhando assim a sociedade Bonfinense. Agora os traficantes permanecem presos no complexo policial de Senhor do Bonfim a disposição da Justiça criminal.

Fonte:Assessoria de Comunicação 19ª Coorpin

Sr do Bomfim:Policia Civil prende quadrilha que roubou o caixa eletronico em Monte Santo

Armas, Munições,Veiculos e objetos Apreendidos
Agapito da Silva Brito"Gapia" e Marinalva Salvador da Silva"Nalva"
Armas, Dinheiro e Celulares
Renilson Jesus de Oliveira
Darlan Amaral Ferreira
Aliandro Ferreira de Oliveira

Seis elementos já Foram Indentoficados,como Resposaveis pelo furto do Caixa Eletronico do Banco do Brradesco Localizado dentro do predio da Prefeitura da Cidade de Monte Santo, sendo presos em flagrante AGAPITO DA SILVA BRITO, vulgo ”GAPIA”, MARINALVA SALVADOR DA SILVA, vulgo “NALVA”, GERÔNIMO DIAS DE OLIVEIRA, vulgo “GILSON”, sendo encotrado com eles, uma espingarda Cal. 12 marca CBC com numeração raspada e cerca de 30 cartuchos intactos, mais 40 munições de pistola cal. 380 marca CBC, 12 munições cal.38 marca CBC vários aparelhos celulares, inclusive um aparelho celular sofisticado com carregador solar acoplado, um veículo Gol cor preta placa policial DPJ-9700, uma moto Honda CB-300 cor amarela placa policial ECI-0260, a quantia de R$ 2.337,00 em espécie que estavam escondidos em meias na casa de Agapito e Nalva, além de vários outros objetos usados no assalto e materiais apreendidos com Gerônimo Oliveira, no roubo foi levado,cerca de R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais).Logo tomado conhecimento do fato, o coordenador regional da 19ª Coorpin Bel. Felipe Néri iniciou uma busca incessante aos assaltantes pela região durante três dias ininterruptos com sua equipe e policiais de delegacias da região, onde continuam na perseguição dos outros três elementos identificados como: ALIANDRO FERREIRA DE OLIVEIRA, vulgo “LEANDRO”, natural de Monte Santo, GENÁRIO DE JESUS OLIVEIRA, vulgo “SOCÓ” e DARLAN AMARAL FERREIRA, vulgo “DARLAN” estes dois natural da Cidade de São Paulo que conseguiram fugir com o restante do dinheiro roubado e estão em fuga na região.


Flagrante Continuado:

Dando continuidade a perseguição aos três assaltantes que permaneciam em fuga pela região, Dr. Felipe Neri com apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Publica conseguiu interceptar os três assaltantes que já se encontravam na cidade de Feira de Santana, onde recebeu o apoio da equipe do Delegado Regional da 1ª. Coorpin, Bel. Fábio Lordelo, conseguindo prendê-los em flagrante e sem resistência, no decorrer das investigações obtiveram informações que o elemento GENÁRIO conhecido como “SOCÓ” na verdade se tratava de Renilson Jesus de Oliveira que usava uma identidade com o nome de Luciano Silva, Renilson usava o nome e documentos dos irmãos para cometer crimes, outras informações relatam que Renilson “SOCÓ” natural de Monte Santo morava em São Paulo e criou ramificação com a facção criminosa PCC, já DARLAN AMARAL FERREIRA, natural de São Paulo foi identificado como um dos partícipes do seqüestro ao irmão dos cantores Zezé de Camargo e Luciano, ALIANDRO, também natural de Monte Santo foi um dos que observavam a movimentação do dia a dia dos malotes do caixa eletrônico e repassava as informações para a quadrilha, além de guardar as armas do assalto. A polícia ainda continua a procura de outros integrantes da quadrilha outras armas e o destino restante do dinheiro do assalto.

No dia 07 de dezembro foi preso em Monte Santo mais um comparsa da quadrilha GILVANEI DA SILVA OLIVEIRA, que já foi transferido para a sede da 19ª. Coordenadoria de Polícia em Sr. do Bonfim onde foram apresentados a imprensa baiana nesta quarta feira 08 de dezembro de 2010 as 16:00 horas na sede da Coordenadoria.

Fonte:Assessoria de Comunicação 19ª Coorpin

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Rio:Alemão: Preso acusado de ser responsável por lavagem de dinheiro do tráfico

Ilustração Boletim Policial

Mais um bandido que estava foragido do Complexo do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio, foi preso. O traficante identificado como Tiago Augusto dos Santos Igreja, o Tiaguinho do Complexo, foi preso na noite desta terça-feira, em casa, uma cobertura num condomínio em Vargem Grande, na Zona Oeste da cidade. O bandido também era segurança de Fabiano Atanásio da Silva, do chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, na Penha.

De acordo com investigações da polícia, Tiaguinho, 27 anos, seria responsável pela lavagem de dinheiro do Conjunto de Favelas do Alemão. Ainda segundo a polícia, na ficha corrida de Tiaguinho consta receptação de carros, adulteração de placas e sequestro.


Também na noite de terça-feira, policiais da Coordenadoria de Vias Especiais (CVE) do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) prenderam André de Carvalho Silva, de 31 anos, na Avenida Brasil, em Irajá. Ele é acusado pela polícia de ser um dos bandidos que fugiram da Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio, após a ocupação da comunidade pela PM há duas semanas.


Mãozinha


O cabo da Polícia Militar e primo do traficante Edson Ventapane da Silva, conhecido como Mãozinha, será afastado das suas funções por 30 dias. Segundo o coronel Mário Sérgio Duarte o PM foi indiciado por favorecimento pessoal e ficará afastado até o término das investigações.


Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam, no fim da tarde desta segunda-feira, mais um foragido da quadrilha que controlava os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade: Edson Ventapane da Silva, o Mãozinha. O criminoso é irmão de Emerson Ventapane da Silva, o Mão, que na semana passada já havia sido preso por agentes da 21ª DP (Bonsucesso).


A dupla integrava um dos grupos de assaltantes de carros e cargas mais violentos da cidade, suspeitos de terem participado de dezenas de assassinatos de policiais.


Um casaco da Polícia Militar foi apreendido com Mãozinha, contra quem já havia um mandado de prisão expedido pela Justiça.

Ataques começaram no dia 21 de novembro

A onda de ataques violentos no Rio e Grande Rio começou no domingo 21 de novembro, por volta do meio-dia, na Linha Vermelha, quando seis bandidos armados com cinco fuzis e uma granada fecharam a pista sentido Centro, altura de Vigário Geral. Os criminosos, em dois carros, levaram pertences de passageiros e queimaram dois veículos, após expulsarem os ocupantes. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferências de bandidos para presídios federais em outros estados.

Na manhã da segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à Avenida Brasil, em Irajá, também na Zona Norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos. No mesmo dia, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros na mesma manhã. À noite, traficantes incendiaram dois carros na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Pavuna. Foi o quinto ataque a motoristas em menos de 48 horas. Na Zona Norte, outra cabine da Polícia Militar foi metralhada.

No dia seguinte, as polícias Militar e Civil se uniram para reforçar o patrulhamento pelas ruas do Rio. O efetivo foi redobrado para controlar os ataques dos bandidos. A operação, que se chamou 'Fecha Quartel', suspendeu todas as folgas dos policiais militares do Rio de Janeiro. Mais de 20 favelas foram invadidas e armas e drogas foram apreendidas. Bandidos foram presos e alguns criminosos mortos em confronto com agentes.

Na quarta-feira 24 de novembro, novos ataques: ônibus, van e carros foram incendiados na Zona Norte do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Sérgio Cabral, governador do Rio, desafiou os bandidos: 'Não há paz falsa. Não negociamos'. Em uma reunião de cúpula da Segurança Pública do Estado, ficou decidido que a Marinha daria apoio logístico às operações de resposta aos ataques de bandidos.

Em mais um dia de veículos incendiados espalhados pela cidade, mais de 450 homens - entre polícias Militar e Civil e fuzileiros da Marinha, com o apoio de blindados de guerra da força naval, tomaram a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Emissoras de tv mostraram, ao vivo, centenas de bandidos armados fugindo para comunidades vizinhas. Cenas históricas que mostraram a atual situação do Rio de Janeiro.

Na sexta-feira 26 de novembro, o Exército e a Polícia Federal entraram na batalha. No sábado, uma chance para traficantes locais. A Polícia Militar tentou a rendição dos cerca de 600 bandidos que estariam no Complexo do Alemão. Exatamente às 7h59 deste domingo, o comando da PM ordenou a invasão e poucos mais de 1 hora depois, o Estado comunicava que o conjunto de favelas estava tomado.


Desde então, muitas armas e toneladas de drogas foram apreendidas. Alguns bandidos foram presos e tiveram autorização para serem transferidos para presídios federais, mas os chefões do tráfico de drogas da região ainda estão sendo procurados pela polícia.

Fonte:O Dia

Recife:Polícia apreende 209 quilos de maconha

A Polícia Federal em Pernambuco apreendeu 209 quilos de maconha em um lava jato no bairro do Jordão, no Recife, na noite desta terça-feira. Três homens foram presos.

Durante as investigações, que começaram há cerca de 15 dias, a polícia descobriu que um dos presos receberia um grande carregamento de droga. Três equipes foram para o local e efetuaram o flagrante.
Foto: Divulgação
Depois de 15 dias de investigações, polícia apreende mais de 200 quilos da droga | Foto: Divulgação

A maconha estava dividida em 201 tabletes, distribuídos pelas ferragens do veículo. Os presos são Éden de Assis Júnior, 37 anos; Sildevânio dos Santos, 34 anos; e José Antônio dos Santos, 34 anos.

Os presos foram autuados por tráfico de entorpecentes e associação. Caso sejam condenados, poderão pegar penas que variam de 5 a 20 anos de prisão. Além da droga também foram apreendidos quatro aparelhos celulares.

Fonte:O Dia

Feira de Santana:Comandante da PM de Feira determina a suspensão de Blogs de policiais


O comando da Policia Militar em Feira de Santana tomou um posicionamento radical contra informações paralelas de prisões realizadas por policiais militares e está causando divergência entre membros da corporação e famílias de pessoas presas.

De acordo com informações passadas ao Central de Polícia, o Comandante da Região Leste, Coronel Hélio Gondim (foto) teria obrigado os blogs da 66ª Cia e do CETO - grupo especial do Tático Móvel que divulgavam as informações sobre prisões a retirarem tais notícias ou mesmo, retirá-los do ar.

O fato veio à tona após familiares de vitimas procurarem o comando da policia militar e cobrarem um posicionamento do comandante. Um dos familiares obrigava a retirada da foto de um senhor idoso que teria infartado no hall da sua casa e a imagem teria sido colocada num dos blogs policiais, o que teria causado constrangimento à família.

Eles ameaçaram processar o Estado por tal veiculação. Segundo a assessoria da PM em um dos blogs havia no final da página eletrônica a assinatura do Coronel Gondim, como o responsável pelo veículo de informação. Fato que provocou a surpresa do próprio comandante que não sabia da existência do blog.

O Comando Geral da PM na Bahia foi informado sobre o assunto e oficializou o Comando Regional Leste, a princípio para informar aos policiais que retirassem os blogs do ar, imediatamente, principalmente depois da visita de familiares em jornal de circulação na cidade para saber da fonte de uma matéria e o periódico informou que a fonte era um blog de uma companhia da PM de Feira, o que gerou mais um desconforto para o comando da PM local.

Segundo policiais militares mais experientes, a idéia de divulgação é boa, mas existem termos técnicos e normas jornalísticas que podem comprometer a companhia ou policial que divulgou a noticia. " A polícia tem um site oficial e a Ascom e por isso não pode existir informação paralela ", declarou um PM à nossa reportagem, por telefone, e pediu sigilo sobre seu nome para não gerar divergências com colegas.

O Blog Central de Polícia espera um pronunciamento do comandante Hélio Gondim, responsável pelo Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL) sobre este assunto. Também abrimos o nosso espaço para as considerações dos policiais responsáveis pelos blogs, pois não sabemos se foram punidos ou advertidos verbalmente pelo comando.

No final da tarde desta terça-feira (7), a assessoria de comunicação da PM comprometeu-se a esclarecer os fatos o mais rápido possível para imprensa e para a comunidade.

Fonte:cntral de policia

Trancoso:Traficante mantinha plantio de maconha no quintal de casa

Droga,Arma e materias apreendidos

Uma denúncia anônima levou os policiais militares da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) a uma residência na Rua 2 de Julho, em Trancoso, distrito de Porto Seguro, na noite desta terça-feira (7). No quintal da casa foi encontrada uma plantação de maconha, crack, além de um revólver calibre 38.

Foram encontrados ainda na casa outros objetos que podem ser roubados, como um televisor de 32 polegadas de LCD, uma maleta com talheres, 62 pares de chinelo da marca havaiana e um cabeçote de motor de moto.

Ainda de acordo com os policiais, eram quatro pedras de crack, 42 pés de maconha e adubo para manter o plantio da erva.


O suspeito de ser o responsável pela substância ilícita não foi encontrado no local. No entanto, um cachorro latia muito quando a equipe da CETO se aproximou, o que leva a entender que havia alguém no local, mas que fugiu momentos antes.

Fonte:radar64

Forum Brasileiro de Segurança Publica: Entrevista do mês

Cel. Luciene Magalhães de Albuquerque MG

Coronel da Polícia Militar e exerce a função de Subchefe do Estado Maior da Polícia Militar de Minas Gerais, Brasil. Ingressou na Polícia Militar em 1981, na primeira turma de Policiais Femininos do Estado de Minas Gerais. Foi Chefe da Assessoria de Comunicação da PM durante três anos e em 2004 foi a primeira mulher a assumir o Comando de um Batalhão formado por 800 policiais militares. Liderou a implantação do projeto Juventude e Polícia em seu batalhão, participando pessoalmente de oficinas de percussão, circo e grafite, ministradas por jovens do AfroReggae. Desde então é uma entusiasta do projeto, que se tornou um símbolo para diversas polícias do Brasil. Possui pós-graduação em Engenharia de Produção, Gestão em Segurança Pública e Comunicação Social .
Por Flávia Resende

No momento em que o país assiste a um dos maiores confrontos entre forças de segurança e o tráfico no Rio de Janeiro, a subchefe do Estado-Maior da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Luciene Magalhães de Albuquerque, responsável pelo planejamento estratégico da instituição e pela sua gestão, fala da importância dos novos valores adotados pela Polícia de Minas.


Características como a capacidade de comunicação, o diálogo, o convencimento, a educação e a participação comunitária, segundo ela, são fundamentais para a Polícia Militar do estado. Estas características, que a coronel chama de femininas, em comparação ao uso da força física e o ímpeto, que ela considera tipicamente masculinas são hoje mais valorizadas na instituição que o enfrentamento armado. Segundo Luciene, o confronto também é necessário, mas deve ser o último recurso a ser usado pela polícia.


Primeira mulher a chegar a um cargo de comando da Polícia Militar no país, coronel Luciene diz que as mulheres em funções de poder na PM mineira não assustam mais. Mesmo porque, segundo ela, a Polícia Militar é uma atividade feminina, uma vez que o seu maior valor é o comprometimento com a vida. As iniciativas que a PMMG vem tomando para tornar a polícia mais comprometida com a negociação, a mediação e a participação comunitária, prevenindo a tomada das comunidades e, principalmente dos jovens, pelo crime organizado, é assunto desta entrevista.


Texto produzido pela parceria Fórum Brasileiro de Segurança Pública e portal
Comunidade Segura

A senhora diz que a presença de mulheres no comando da PM já é algo consolidado. Como isto é visto na polícia de Minas Gerais?

O ingresso da mulher na PMMG já tem 30 anos. Internamente é uma realidade bem consolidada. A sociedade é que vê isto como uma novidade. Fui a primeira mulher a comandar uma tropa masculina no Brasil, como capitão, em 1992. Embora houvesse policiais femininas há mais tempo nos outros estados, em São Paulo, por exemplo, onde existem mulheres na polícia há mais de 50 anos, ainda não existiauma mulher no comando de homens. Apesar de dizerem que mineiros são os mais machistas, isto não aconteceu na PM de Minas. O que havia naquela época, quando eu era sargento, não era bem preconceito, mas muita surpresa por parte dos policiais. Você imagine um policial, experiente, mais velho, ser comandado por uma menina de 19 anos? Hoje, no entanto, a presença das mulheres na polícia é muito natural, na academia, nos cursos de formação, é uma realidade. Mas hoje, depois de 30 anos, a gente sente por parte das mulheres, principalmente as civis, o valor de se ter uma mulher no comando de uma instituição tipicamente tida como masculina, como é a PM, embora a polícia seja uma atividade tipicamente feminina.

Poderia explicar?

Nós lidamos com a vida. Quer comprometimento maior com a vida do que o ser feminino? É menos da característica do masculino e mais do feminino que nós precisamos na polícia. Eu não estou falando com isto, que precisamos mais de mulheres do que de homens na PM. Mas das características femininas. Veja só como é necessário o papel da mediação, da negociação e da comunicação nas comunidades. São mais importantes que a força física e o ímpeto.

E isso se reflete na escolha dos policiais?

Quando nós escolhemos o perfil profissiográfico do policial que ingressa na instituição hoje, nós optamos por aquele que tem um perfil mais feminino. Não que queiramos uma polícia afeminada. Não é isto. Nós buscamos novos valores. Na década de 1980, a entrada da mulher na polícia de Minas teve o papel de humanizar a instituição. Isto estava escrito no edital. Não foi uma mudança que aconteceu do dia para a noite, mas foi uma decisão do Estado, já pensando em humanizar a polícia e que veio antes mesmo da Constituição Federal. Fomos a terceira polícia do Brasil a abrir para as mulheres. Hoje é preciso muito mais convencer, argumentar, do que usar a força. A polícia que quer ser preventiva tem de mudar comportamentos através de argumentos e não obrigar as pessoas a fazerem tudo na marra. A gente emprega mais a característica da comunicação no dia a dia do que a força física. Nós só nos utilizamos da força física em último caso, ou seja, se os outros meios não surtirem efeito.

A escolha de policiais com o perfil mais voltado para a comunicação é, portanto, algo institucional na Polícia de Minas?

Sim. Vejamos a necessidade de uma liderança participativa da polícia: se eu quero fazer polícia comunitária, tenho de ter policiais capazes de desenvolver participação na comunidade. Isto começa pelo recrutamento. Há seleção de um certo perfil psicológico do policial quando ele entra e ainda o desenvolvimento de habilidades voltadas para a participação comunitária, que são trabalhadas durante a formação destes. Nossa identidade organizacional é baseada nos direitos humanos e no policiamento comunitário. A missão da PM é garantir os direitos humanos e as liberdades. Com isto, estou garantindo tudo o que é necessário à vida, à liberdade, à incolumidade. A pessoa quando liga no190 quer garantir o direito dela. É nisto que nós temos de ser excelentes, ou seja, os maiores cumpridores dos direitos humanos. A nossa formação passa pelo conhecimento desses direitos e a nossa instituição é toda focada nisto.

Como é a relação da corporação com a Academia?

A PMMG tem parcerias com instituições de fora. Temos 30 anos de parceria com a Fundação João Pinheiro. Houve uma abertura para a questão científica e isto trouxe uma mudança de mentalidade nas lideranças da instituição. O papel da polícia há 30 anos era o ser uma força armada. Havia muita barreira entre a instituição e sociedade. Esta muralha foi quebrada com a entrada da mulher e a entrada do mundo científico na nossa instituição. Isto é uma bola de neve positiva. A mudança na instituição passa a ser mais rápida. Há espaço para a pesquisa, transparência e para as estratégias do mundo científico.

A senhora liderou a implantação, em 2004, do projeto Juventude e Polícia, que promove a aproximação entre jovens e policiais nas comunidades através de oficinas de arte e de esporte.
Como se deu isto?

Existia um preconceito grande entre os jovens e a polícia. Nas estatísticas, quem comete e é vitima do crime são os jovens. Então, para a polícia, a imagem que se tinha, era que o jovem de periferia era o jovem envolvido com o crime. Por outro lado, a juventude também tinha preconceito contra a polícia. Nós entramos num espaço que é deles só para limitar e nos momentos de crise. Isto sem contar que os jovens estão numa faixa etária de rebeldia, de utopia, de difícil convívio, até pra os seus pais e familiares, que têm de lidar com eles. Este era o segmento do qual precisávamos nos aproximar. Mesmo porque, quando o policial entra no aglomerado no momento de crise, a reação do jovem é mais inconsequente e violenta. Era uma questão de sobrevivência nossa e da filosofia da nossa instituição nos aproximar destes jovens. Mas como aproximar deles,

se até os pais têm dificuldades? Era um desafio.Como isso foi feito?

O AfroReggae tinha a forma de acessar os jovens. Eles tinham algo muito forte para a juventude, que são a arte e o esporte. A partir do contato com o grupo, nós identificamos e especializamos alguns policiais para que eles se tornassem dançarinos de street dance. Descobrimos também policiais grafiteiros, por exemplo, e outros que jogavam basquete de rua. Eles foram treinados nestas habilidades e foram implantadas oficinas para os jovens. Era necessária muita coragem do policial para enfrentar este desafio. Eles tinham de dar conta não somente da resistência dos jovens, mas principalmente dos colegas de profissão. Esta atitude nada mais foi do que a quebra de mais um muro para começar uma comunicação. Você traz o jovem de periferia para uma coisa que ele gosta. Imagina como é difícil se aproximar de um pixador? Você faz isto quando o traz para o grafite, por exemplo.

A ideia é incluir o jovem através de uma atividade que ele conhece e se identifica?

Sim. E o mais importante é a transformação mútua que esta atitude proporciona e não é só o jovem que muda. Ele passa a ser um professor de direitos humanos do policial. Alguns colegas até brincam por causa do meu excesso de empolgação com esta ideia, me chamando a atenção para a importância do conhecimento teórico na PM. O policial precisa da formação intelectual da Academia, mas quando ele escuta do jovem o que este sente durante uma batida, a atitude da polícia se transforma rapidamente. Nós temos oficinas que promovem isto diretamente. As de teatro e de vídeo, por exemplo. Os policiais fazem papel de jovem e o jovem de policial. A oportunidade que existe a partir deste trabalho é a troca de papéis entre jovens e policiais. Isto é transformador para os dois lados. Quebram-se barreiras, você vê muito sentimento rolando, a mágoa que existe dos dois lados e, com isto, você constroi uma nova relação.

Quais são os resultados deste programa?

Entre 2004 e 2009, capacitamos 513 policiais militares e sensibilizados 5.475 jovens de 34 aglomerados. Mas também já perdemos dois jovens para o crime. Eles já tinham dívidas anteriores, sofremos muito, mas não teve jeito. Já vi jovens do Juventude e Polícia que sofreram agressão policial e que, surpreendentemente, não se revoltou.

Como a senhora vê os conflitos no Rio de Janeiro e a cobertura da mídia em geral, que prega uma lógica do bem contra o mal na luta contra o tráfico?

É o leigo que pensa na lógica do bem contra o mal. Para nós, que trabalhamos nos aglomerados, sabemos que as coisas não se dão assim. Mas é difícil para nós que estamos de fora, falar da questão do Rio de Janeiro. O Rio tem uma cultura diferente da nossa. Penso que a descontinuidade das políticas de segurança pública é um dos vários fatores que desencadeou esta guerra. Aqui nunca houve mudanças drásticas nas políticas de segurança, nem com as mudanças de governo. No Rio sim, e isto faz com que não haja crescimento da política. Outra questão é a prevenção, que é fundamental. Abrir oportunidades para a juventude é muito necessário. No entanto, não podemos ver estes fatos sob uma ótica simplista. Há o problema social. Mas também existe a questão da cultura, da diferença entre os estados.

Quais são as diferenças entre a política de segurança do Rio e a de Minas gerais no seu entendimento?

O que vem acontecendo hoje no Rio não é uma intervenção de polícia. Pelo menos não da polícia em que fui formada. É uma ação de um exército que está tomando um território. Para defender um território, muitas vezes você tem de sacrificar a vida. E a polícia é o contrário. Ela não visa a proteção do território. O foco é outro, ela é treinada para a proteção da vida. Aqui em Minas, a polícia está dentro dos aglomerados. Não existe um aglomerado, que tenha homicídios, que não tenha o Grupo Especializado de Policiamento em Áreas de Risco (Gepar). No policiamento comunitário há um vínculo que se constroi com a comunidade. Por exemplo, não há o anonimato do policial. A comunidade pode não saber o nome dos membros do Gepar, mas sabem identificá-los. Isto é um desestimulador da corrupção policial.

A senhora concorda com a afirmação de que o Brasil prende mal? Ou seja, as cadeias estão abarrotadas de pessoas que cometem pequenos delitos de e pequenos comerciantes de drogas, ao passo que os grandes traficantes estão soltos.

Sim. Enquanto não se trabalhar com a inteligência policial, você só prende aquelas pessoas que são visíveis no crime. O traficante, mesmo, é limpo. Você não consegue formalizar uma denúncia contra ele, instaurar um processo, muito menos cumprir um mandado de prisão. Para tanto, é preciso um trabalho de médio prazo. com cada corporação fazendo o seu papel. A Polícia Federal investiga uma pessoa por três, quatro anos, e uma hora ela prende. Isto é trabalho de inteligência que tem de ser estimulado. Outra questão é investir no usuário. Como qualquer produto a venda das drogas tem três lados, o traficante, o consumidor e o produto. Não adianta só combater o tráfico e apreender o produto. Muito pelo contrário, o Estado que combate somente os dois lados tem a situação agravada. O preço da droga sobe com as apreensões porque vai ter menos produto no mercado. É a lei da oferta e da procura. Outra coisa é o combate aos traficantes. Lembro que quando prendíamos um, pensava no conflito que aconteceria para que outro tomasse o seu lugar.

Mas como fazer isso?

O dependente de drogas é um tipo muito especial. Ele faz qualquer coisa pelo produto. É preciso, portanto, tratar o dependente. Na Pedreira Prado Lopes, onde tínhamos a chamada cracolândia, fizemos isto*. Fazíamos o recolhimento dos dependentes de crack através do convencimento. Houve muito investimento na capacitação dos policiais através de assistentes sociais. Às vezes a mesma pessoa era recolhida dez vezes, até que conseguisse se internar. A ação era difícil e muitas vezes desestimuladora para os policiais, mas quando víamos alguns dependentes se tratando, isto nos fazia continuar. É algo transformador e que deu resultados.

A senhora vê na descriminalização das drogas um caminho para o fim da guerra do tráfico?

Nossa sociedade não permite ainda isto. Não temos ainda um nível de educação que seja apropriado para dar um bom resultado para a escolha ou não do uso das drogas. O Brasil é muito grande e tem uma educação deficitária. Eu concordo com a descriminalização do usuário. Mas há um problema: do que adianta se ele não é educado para uma escolha consciente? É por isto que tiramos muitos policiais efetivos das ruas para serem instrutores do Programa de Resistência às Drogas (Proerd), programa baseado no Drug Abuse Resistance Education, dos Estados Unidos. O objetivo principal é reduzir a violência e prevenir o uso de drogas por crianças e adolescentes através de lições ministradas por instrutores militares nas escolas. Precisamos diminuir a atração dos jovens pelas drogas o mais cedo possível. Mas não fazemos nenhuma lavagem cerebral nestes jovens. Não dizemos que as drogas são ruins, por exemplo. Pelo contrário, elas são boas, por isso atraem. As consequências do seu uso é que são ruins.

A polícia de Minas está investindo na educação dos jovens?

Minas é o estado do Brasil em que mais cresce o número de jovens que estão freqüentando o Proerd. Aqui, diferente de outros estados, cada comandante de batalhão tem metas com a juventude. A polícia também faz este papel da educação. Por mais que a sociedade fale que tem medo da polícia, que exista a ideia do policial truculento, há um fetiche em relação ao policial, principalmente das crianças. Ainda há respeito. Quando chegamos nas escolas com o Proerd, costuma ser um alvoroço, um dia de festa. As diretoras também costumam nos receber bem. A polícia, ao abordar o tema das drogas, parece ser mais legítima para tratar deste tema que os professores. O Batalhão 34ºda PMMG, por exemplo, atingiu 100% das escolas da sua região. Nós temos pesquisas fora do estado com jovens adultos que freqüentaram o programa que diz que o número de jovens envolvidos com quaisquer atos de violência é mínimo. Ainda não temos estes dados em Minas. Aposto, no entanto, que ninguém tem oportunidade de decidir sem informação. E isto se dá em relação às drogas. Veja o caso dos usuários da cracolândia. Só pelo fato da pessoa decidir pelo uso do crack, você vê que ela não tem informação. O sujeito não está escolhendo uma droga. Ela está escolhendo a morte. Será que ele é consciente disto? E ainda sim ele se guia pelo baixo custo, dizendo ser a droga mais barata. Não é. * Projeto Pedreira em Paz e Limpa, desenvolvido pelo estado de Minas em 2006, que garantiu recursos para o tratamento de 300 usuários de crack em comunidades terapêuticas conveniadas. Após seis meses do projeto, 75% dos viciados, segundo dados do estado, tinham deixado o local.

Fonte:forumsegurança.org.br